Filipe Denki, advogado especialista em Direito Empresarial, afirma que o crescimento do empreendedorismo reforça a confiança dos empresários, mas exige planejamento para garantir a sustentabilidade dos negócios.
Goiânia foi a cidade que mais abriu empresas em Goiás no mês de junho. Segundo dados da Junta Comercial do Estado de Goiás (Juceg), foram registrados 4.799 novos negócios apenas no período. No acumulado do primeiro semestre, o estado contabilizou 130.861 empresas abertas, sendo 99.347 Microempreendedores Individuais (MEIs) e 31.514 empresas de outras naturezas jurídicas. Atualmente, Goiás soma mais de 1,3 milhão de empresas ativas, das quais 409.585 estão instaladas na capital.
Para o advogado especialista em Direito Empresarial Filipe Denki, o desempenho demonstra que o ambiente de negócios continua aquecido e que muitos empreendedores seguem enxergando oportunidades de crescimento no estado.
“O aumento na abertura de empresas mostra que existe confiança no mercado e disposição para empreender. Mesmo diante de desafios econômicos, muitos empresários identificam oportunidades e decidem investir. Esse movimento fortalece o ambiente de negócios e estimula novos investimentos.”
Os dados da Juceg mostram que o crescimento é impulsionado principalmente pelos setores de serviços, comércio, construção civil, saúde, educação e moda atacadista, segmentos que continuam atraindo novos empreendedores e fortalecendo a economia goiana.
Segundo Denki, esse cenário também aumenta a necessidade de um planejamento empresarial sólido desde a constituição da empresa.
“Abrir uma empresa é apenas o primeiro passo. O grande desafio é mantê-la saudável nos primeiros anos de atividade. Escolher corretamente o modelo societário, organizar contratos, cumprir as obrigações legais e estruturar a gestão são medidas que reduzem riscos e dão segurança para o crescimento.”
A predominância dos Microempreendedores Individuais entre as novas empresas demonstra que os pequenos negócios continuam sendo a principal porta de entrada para o empreendedorismo no estado. Ao mesmo tempo, especialistas alertam que o crescimento da empresa exige atenção ao enquadramento jurídico e às obrigações que surgem ao longo da atividade.
Para Filipe Denki, acompanhar essa evolução é fundamental para evitar problemas futuros e permitir que o negócio continue crescendo de forma sustentável.
“Muitos empreendedores concentram esforços apenas nas vendas e deixam a parte jurídica para depois. Esse é um erro comum. Questões societárias, tributárias e contratuais precisam ser planejadas desde o início para evitar conflitos e prejuízos futuros.”
Na avaliação do especialista, o momento também exige que o empresário acompanhe constantemente a evolução da empresa para identificar quando será necessário alterar o enquadramento jurídico ou adotar uma estrutura mais adequada ao porte do negócio.
“O empreendedor precisa entender que o enquadramento empresarial acompanha o crescimento da empresa. Permanecer em uma modalidade inadequada pode limitar o desenvolvimento do negócio e gerar dificuldades fiscais ou societárias. O planejamento jurídico deve caminhar junto com a estratégia empresarial.”
Para Denki, os números registrados em Goiânia reforçam o potencial econômico da capital e mostram que empresas bem estruturadas conseguem aproveitar melhor as oportunidades do mercado.
“Empreender exige visão de longo prazo. Além de identificar oportunidades, é fundamental investir em uma estrutura sólida desde o início para que a empresa cresça de forma segura e tenha condições de se manter competitiva ao longo dos anos.”